Tuesday, February 9, 2010

SE HOUVER AMANHÃ

Se houver Amanhã,
Eu vou estar a amar-Te como hoje e como sempre.
Será um amor mais forte e mais intenso;
Sempre transparente,
Sempre genuíno.

Se houver Amanhã,
Eu, serei sempre eu: igual a mim mesma;
Com defeitos e virtudes mas serei sempre eu,
De corpo, alma e coração!
E os Sentimentos, serão sempre meus:
Vulcânicos, devastadores e plenamente maduros, Mas com a serenidade de toda esta Ternura que me fazes sentir;

Se houver Amanhã,
Eu vou acreditar que um dia,
O Amor, vencerá as barreiras, os obstáculos e os limites…
E o Sonho, dará as mãos à realidade
E eu acordarei e Tu estarás,
De facto, ao meu lado…

Se houver Amanhã,
O Sol voltará nascer
E a Lua continuará a brilhar
E neste barco onde navego,
Tu continuarás a ser o meu Mar!

(Montijo, 30 de Setembro de 2007)

Fly

Imagem: http://4.bp.blogspot.com/_hdrU8BUXz8Q/Ss5mhuyx3XI/AAAAAAAAAoY/DLmeyGUPfJM/s400/bal%C3%B5es.jpg


Posted by Fly in 13:15:20 | Permalink | No Comments »

Sunday, February 7, 2010

CONSTANTE DEVIR

Open in new window

Acordei rodeada de Ternura
Vesti-me de mel-doçura
Bebi a frescura da menta
E matei a sede sedenta

Perfumei-me de canela
Olhei-Te, que imagem tão bela!!!
Sem Te tocar toquei-Te
E rendida ao carinho beijei-Te

Cantei os bons dias ao Sol
Numa trova de saudade
Sorrindo deu-me um girassol
E toda a sua majestade

Neste silêncio envolvente
Bucólico e encantado
Escrevo o Amor ardente
De um Sentir apaixonado

E pululam os Sentimentos
Ao ritmo desta paixão
E em todos estes momentos
Bate forte o coração

São as palavras escusas
Neste Reino do Sentir
E as letras são as musas
Deste Constante Devir

(Montijo 23 de Agosto de 2008)

Fly

Posted by Fly in 10:02:20 | Permalink | No Comments »

Friday, February 5, 2010

AGORA, JÁ… E AQUI!

 
Open in new window

Eu e Tu
Nesse Lugar por inventar
Feito de Sonhos vividos
Olhares flamejantes
E Desejos incontidos
Lábios que se buscam
Corpos que se fundem
Num ondular de Sentidos
Mão com mão
Numa força que impele
Pele com pele
Em silêncios e gemidos
De Loucura e Paixão
Línguas em frenesim
Selam em delírio a lasciva
Em lençóis de seda e jasmim
Sou de Ti gueixa, cativa
Desnudas-me o corpo
Fico inerte e inebriada
Tomas-me os seios
Numa mão cheia de Ti
Sou delírio e devaneios
Insanamente me entrego
Agora, já… E aqui!

(Montijo, 5 de Fevereiro de 2010)

Fly

Imagem: http://1.bp.blogspot.com/_9utKqiyiOjU … 1rKYvmC6Pw/s1600/Slug.jpg

Posted by Fly in 20:18:36 | Permalink | No Comments »

Saturday, January 30, 2010

É PARA TI QUE ESCREVO

Open in new window

É para Ti que escrevo.
Numa busca de que cada letra Te soe como melodias da Lua
Compostas por Dó – Ré - Mi de Ternura,
Fá - Sol de Loucura e
Lá – Si - Dó de Paixão
Escritas em partituras de Mar com claves do sol,
Colcheias de estrelas e semibreves do meu coração
Em cada linha desenhada na tela deste Amor
Crê que me entrego com tudo o que sou capaz neste meu ser de Mulher
Preciso de Ti como se eu fora flor inóspita que no deserto brota e singra, vencendo barreiras por entre o vazio da passagem que é a Vida
Quero-Te como a certeza do ar que respiro e
Sei que Te amo enquanto o Tempo se chamar para sempre!
Vem…
O meu corpo é desejo premente que cresce ao sabor de cada fracção de tic-tac do tempo que não espera, nem volta atrás.
Estou à tua espera como as andorinhas que aguardam o florir da Primavera para riscarem e embelezarem o azul do céu.

(Lisboa, 29 de Janeiro de 2010)

Fly

Imagem: http://www.oficinamusicalap.com.br/Fotos/Teoria/partitura.jpg

Posted by Fly in 12:19:23 | Permalink | No Comments »

Saturday, January 23, 2010

DE CORAÇÃO E COM O CORAÇÃO

Open in new window

Não me lembro das horas nem do Lugar mas o espaço em si, vive na minha memória como se estivesse a visualizá-lo neste preciso momento.
Era do tamanho do agradável,
Confortável como tudo o que é aprazível.
Cheirava à genuinidade do irromper da Aurora e havia muita cor!
As paredes eram um mesclado de alegria, esperança, meninice, paixão, sol e Mar.
Soavam acordes perfeitos numa melodia de paz e tranquilidade e Tu chegaste.
Bateste à porta da minha Alma e entraste no Sonho.
Trazias contigo, o Universo no olhar e nas mãos madrigais em flor.
O teu sorriso era feito de estrelas cintilantes de galáxias inexploradas
E no rosto tinhas a dádiva do Querer e o luar de Janeiro no semblante.
Contemplei-Te num estado mediado entre a Maravilha e a Sublimação.
Foi o silêncio que denunciou todo o Momento, explanou o Sentimento e exultou o Sentir. Choveram as papoilas de Dezembro neste Janeiro que renasceu do cinzento imposto e o dia vestiu-se da cor do Sonho.
Soltou-se então o sorriso.
Um sorriso de coração e com o coração.
Um sorriso agraciado pelo pulsar da Vida e encantado pela maresia de Ti.
E quando os teus lábios pousaram nos meus, como seda e organdi, acordei e Tu sussurraste ao meu ouvido: “Bom dia Miúda…”

(Lisboa, 22 de Janeiro de 2010)

Fly

(imagem: http://img.blogs.abril.com.br/1/boaid … s/paisagens-de-sonho4.jpg)

Posted by Fly in 15:15:00 | Permalink | Comments (4)

Sunday, January 3, 2010

SERÁ PRECISO?

Open in new window

Partilho-me neste Momento, apenas e só, enquanto cidadã do mundo para perguntar a todos os pronomes pessoais e ainda aos senhores do Mundo o seguinte:

Será preciso continuarmos a esvair-nos em sangue para compreender a dor da Guerra?

Será preciso continuar a comer o lixo do chão e dos outros, ou não comer de todo, para aprendermos o que é partilhar e pôr um ponto final na Fome?

Será preciso a Morte anunciar-se na porta ao lado para acreditarmos que se pode morrer de Solidão?

Será preciso perder Alguém querido para sabermos o que é o Amor?

Será preciso que as lágrimas gritem para acabar com o Sofrimento?

Será preciso dialogar no silêncio para que renasça a Tolerância e o Respeito?

Será preciso bater no fundo do poço para afogar o egoísmo e fazer emergir a Solidariedade?

Será preciso a Natureza zangar-se ferozmente, para relembrar ao Homem que ainda não aprendeu a respeitar a Terra que há milhões de anos o acolheu e que Amanhã pode ser tarde demais?

Porque não temos o direito à prepotência
Porque temos o dever de preservar
Porque não podemos continuar a achar que por sermos o topo da evolução (antes fôssemos!) podemos tudo o que nos apetece mesmo que isso leve à extinção da Vida…

SERÁ PRECISO PERDERMOS TUDO PARA PERCEBERMOS QUE NÃO SOMOS NADA?

(Montijo 2 de Janeiro de 2010)

Fly

(Imagem: http://www.spokesmanreview.com/blogs/vox/media/r_stop.jpg)

Posted by Fly in 12:26:05 | Permalink | Comments (1) »

Saturday, January 2, 2010

SECRETAMENTE

Tenho andado ausente daqui e de mim… Costumo sempre fazer um balanço do ano que passou mas de facto este ano, falhei…

O ano de 2009  é um ano que me marcou pela positiva em vários aspectos mas de facto este cansaço medonho que me persegue tem tomado conta do meu tempo. Gostava de conseguir fazer mais e ser mais, mas não consigo, está além das minhas capacidades.

A Todos os que continuam a visitar este espaço o meu agradecimento profundo votos de um 2010 pleno de saúde, paz e Amor.

(…)


Open in new window

Troco neste dia sem cor
A nostalgia e a tristeza
Por estas Palavras singelas
As letras são musas que se articulam em sintonia
- Trazem-me em segredo a tua Companhia -
Que as minhas mãos decifram numa mensagem tão simples
Como imenso é este Sentir…
O Amor é o infinito da emoção, do afecto, da entrega e do carinho!!!
E a força de um olhar é devastadoramente terna quando se ama assim…
A magnitude das palavras que expressam de forma tão genuína um Sentir, alimenta a Alma e fortalece o coração.
E a melhor recepção que se pode dar a um Sentimento,
É um Coração que pulsa ao sabor do Amor de que se veste,
Do carinho com que se banha
E da paixão que bebe…
Deixo-Te pois um sorriso,
O mesmo que sempre roubas quando chegas,
Envio-o pela chuva que comigo chora a saudade
E que à noite, sob a cumplicidade da lua,
Te acolhe e aconchega
Secretamente…
(Montijo, 2 de Janeiro de 2010)
Fly

Posted by Fly in 19:15:33 | Permalink | No Comments »

… VOU SONHAR-TE OUTRA VEZ!

Open in new window

Recordo a última vez que acendi a lareira e o que a noite nos trouxe.
A mesma noite que hoje, mais gélida, pediu, em jeito de desejo, um enlace com o fogo.
E por isso, vou acender a lareira de novo e estender as mantas feitas dos segredos de Nós e da cumplicidade que nos une.
Vou pedir o melhor vinho da adega para que nos inebrie a lucidez insana de cada momento que partilhamos.

É incrível o que o silêncio nos traz.

Hoje… Vou sonhar-Te outra vez!

(Estoril, 11 de Dezembro de 2009)

Fly

Posted by Fly in 19:05:52 | Permalink | No Comments »

UM DIA…

Open in new window

Um dia vamos namorar nos Campos Elíseos
E andar de gôndola em Veneza
Dormir num chalé da Serra
E acordar à beira do nosso Mar
Fazer amor numa cama feita de pétalas e sorrisos
E jantar à luz de velas numa praia deserta
Adormecer embalados na cauda da Lua
E saltitar de estrela em estrela
Correr no Vale das Papoilas
E rebolar na Planície do Sentir
Viajar ao Reino Encantado dos Jasmins
E aportar na Praia Dourada
Passear no Jardim de Papel de Brincar
Andar de carrossel em Saturno
E comer algodão doce em Vénus

Fazes-me Sonhar como se fosse a Primavera a florir…
É tão especial, indescritível e uno tudo o que me fazes sentir e ser
E mais do que sonhar, fazes-me acreditar no Sonho
E mais do que acreditar no Sonho é vivê-lo…
Em cada Momento que partilhamos
No dia a dia a teu lado
No amanhecer em desvario
Nos sorrisos que se soltam
Nos olhares que iluminam
Nos beijos que se roubam
Nos abraços que envolvem
Nos corpos que se fundem
Na Sintonia incrível
Inacreditável e inexplicável que nos une
E alimenta este Sentimento feito de Nós!

Um dia este Amor será Mar que flui livremente…
(Montijo, 14 de Dezembro de 2009)

 

Fly

Posted by Fly in 18:44:05 | Permalink | No Comments »

Tuesday, December 8, 2009

SEM COMENTÁRIOS!

Open in new window

Sendo a espécie humana o topo da evolução, como explicar a existência de espécimes, que de homem têm muito pouco e que são a regressão da filogénese a patamares tão primitivos quanto inexplicáveis?
Não sendo um supra sumo da psicofisiologia, sei, e é praticamente do conhecimento geral, que na base das nossas necessidades básicas, está a alimentação, a água, o sono, o sexo e as necessidades fisiológicas. Todos eles são inerentes à vida e necessárias à preservação da nossa existência assim como de qualquer outro vertebrado.
O que eu não percebo, nem nunca vou perceber, é o comportamento animalesco monstruoso de alguns desses espécimes, chamados homens e mulheres em patamares onde deveriam destacar-se pelo primor e pela excelência. Falo das outras necessidades do Homem, que o distinguem dos demais animais, como são a necessidade de amor e relacionamento, de estima e realização pessoal.
Não consigo entender como existem mães e pais que descuram os filhos no afecto, na alimentação, no repouso, na higiene e na protecção quando no reino animal, são milhentos os testemunhos de fêmeas que protegem as suas crias e machos que lutam até à morte para defenderem a sua família.
O que também não entendo, nem nunca vou entender, é a violência gratuita e furtiva que prolifera entre nós seres evoluídos… Falo da violência entre pares, como matar um ser humano, por coisas tão banais como disputar o lugar cimeiro numa fila qualquer; do vandalismo tribal que em nome da filiação a um grupo, bando ou gang, amedrontam e aterrorizam, e falo também da violência doméstica que dispensa quaisquer comentários e da violência no namoro que ao que parece está na moda (que bem…) e de todas as formas de violência que possam existir!
Mas afinal onde está o que nos distingue dos demais animais?
Não pode ser apenas a oponência do polegar! A racionalidade, a capacidade de pensar, deveriam implicar que cada um de nós tivesse a capacidade de dialogar e de respeitar incondicionalmente o outro.
Em vez disso somam-se as ofensas, as agressões físicas e verbais, o vandalismo, o crime, a diminuição constante da Pessoa em si, os atentados humilhantes à auto-estima, a morte… and so on…
Jamais compreenderei este egoísmo vil, que grassa como ar e que toma conta de todos os que embarcam na viagem que, vai do olho ao próprio umbigo.
Já não se acredita em nada, porque tudo serve para enganar e ludibriar o próximo;
Ser solidário é quase uma utopia e quem continua acreditar é maluco ou tem a mania.
Hoje estou particularmente indignada para não escrever fda
Pensava já não ser possível surpreender-me pela negativa. Mas enganei-me o que significa que depois de hoje, tudo é possível.
Não vou entrar em pormenores e resumo desta forma: imaginem que apanham o autocarro para o trabalho e o motorista cuja condução deixa muito a desejar, faz a meio do percurso uma travagem daquelas que fez voar quem estava dentro do mesmo. Depois em vez de socorrer quem ficou ferido, duas crianças, seguiu viagem como se nada fosse.
Quando cheguei ao meu destino, eu própria accionei o socorro. O resultado foi efectivamente participação à PSP, uma ida ao hospital e a apresentação de uma queixa no Livro de Reclamações que continua sem qualquer resposta. Tive no dia seguinte a confirmação pela PSP que o motorista incorreu em matéria criminal pois negou auxílio a pessoa necessitada, o que constitui crime em Portugal.
Que bom seria, se aprendêssemos com os animais, os tais que estão num patamar abaixo de nós, os tais que não são racionais, conceitos como a lealdade, a solidariedade, a protecção e o Amor.
Que bom seria que a ontogénese ao recapitular a filogénese, ficasse em Estágio num desses patamares para que nunca esquecesse o que é de facto importante para nós seres humanos os tais que estão no topo de evolução…
Sem comentários!

(Montijo, 25 e 30 de Novembro e 8 de Dezembro de 2009)

Fly

Imagem: http://1.bp.blogspot.com/_A9fWWr3ranY/SfiPTSy9riI/AAAAAAAAAxA/61Omv3LOPNI/s400/involu%C3%A7%C3%A3o.jpg

Posted by Fly in 11:23:07 | Permalink | No Comments »