76 PRIMAVERAS QUE O OUTONO LEVOU
Olá Amigos e Companheiros de Viagem:
Cá estou eu de regresso neste mês de Setembro, neste dia que me é tão
especial.
Esta Carta é dedicada à minha Mãe.
Quem sabe um anjo não lha entrega…
Mil Carinhos
Fly
Mais um ano Mãe.
Mais um aniversário.
Hoje, completarias 76 Primaveras se o Outono não Te tivesse levado.
Na verdade, esta é uma data em que Te recordo de forma especial mas também é um dia que nunca mais foi alegre desde que partiste.
Ficou este vazio, este abismo cheio de nada, que tempo algum vai preencher;
Ficou esta saudade que me consome e me destrói e me vence a cada dia que torna e em cada noite em que me embalo nas memórias de Ti.
Às vezes sorrio, porque recordar-Te é per si um gesto em que me abraço a todo este Amor que me assola e cresce ilimitadamente,
Às vezes choro porque sinto a tua falta; sinto o negrume de que se veste a solidão quando (ainda) Te procuro e dou de caras com esta estúpida realidade.
Preciso tanto de Ti Mãe!
Tantas vezes!
Todos os dias!
Sempre!
Quando às vezes a nossa Princesa tem aqueles ataques súbitos de saudades de Ti e chora, armo-me em forte diante dela, mas na verdade desmorono-me por dentro qual castelo na areia que se vai com a maré. Por também eu chorar, que ainda em silêncio, a tua partida, a tua ausência; por precisar de afagar o teu rosto; de cuidar de Ti, de Te abraçar e passear contigo!
Ai Mãe! Como és especial!
Como a tua presença, a tua figura, o teu semblante e tudo o que és, continua a estar presente na minha Vida.
É Tão forte! Tão superior a mim! Desenfreado!
Não ando a chorar pelos cantos, nem a Vida parou, mas crê que nunca mais nada foi igual depois de Ti.
Já Te disse antes, que aceitei a tua partida por saber que foi o preço que tiveste que pagar pelo teu descanso, pela tua paz, para que parasse esse sofrimento em que vivias… Mas este “egoísmo” de desejar que estivesses aqui é mais forte que eu! Completamente!
Como tudo podia ter sido diferente…
Como nunca mais, nada mais foi igual!
Só Tu Mãe continuas a ser aquela Pessoa especial por quem sinto este Amor desigual, cândido e puro. O mesmo Amor que é vilmente desnudado por esta saudade.
Partiste Mãe. Mas ficaste.
Tens lugar cativo na minha Vida, no meu coração.
Agora anda cá. Deixa-me abraçar-Te, sorrir e dizer-Te:
Parabéns Mãe.
Amo-Te!