Wednesday, December 31, 2008

FECHADO PARA BALANÇO

Amigos e Companheiros de Viagem:
Assim encerro o ano de 2008.
Saúde e Paz para 2009 é tudo o que desejo

Um abraço

Fly

(…)

É o que me apraz dizer quando penso que mais um ano finda. Mas este não foi um ano qualquer. Foi um ano horroroso, cheio de perdas, desgostos e tristezas.

Há muito que anseio que 2008 chegue ao fim, como que se existisse em mim uma vontade inóspita de calcorrear pelos primórdios do tempo e ter o poder de riscar este ano do calendário.

Pufff!!!

E nunca tinha existido 2008…

Nem a morte do cunhado, nem a do inesquecível João Rui, nem a da tia Conceição, nem a da doce Andreia, nem a do tio Faneca, nem a da minha querida amiga Belmira, nem a do pai da Mónica, nem a do heróico Iurie e agora mais recentemente a da Sara Condelipes… Poças!

A morte pintou o meu ano de luto. Elegeu o negro como moda imposta com acessórios feitos de lágrimas e dor e pavoneou-se ao longo dos meses como se de uma verdadeira rainha se tratasse.

Pudesse eu riscar este ano da existência da vida e não teríamos assistido à pouca-vergonha que se passa em Portugal, nem aquela maluca teria posto em prática, ou pelo menos tentado, aquele absurdo obsoleto que dá pelo nome de modelo de avaliação …

Se não existisse este ano, o desemprego não teria aumentado de mãos dadas com a pobreza que emergem em cada esquina. Rostos a descoberto mas muitos no silencio de paredes vazias ou na eminência e despejo porque o dinheiro não chega e as dívidas avolumam-se mês após mês…

Este ano está a mais no calendário porque roubou o sorriso e a esperança a milhares de famílias que do nada e pela ganância desmedida dos empresários perdem os seus empregos e são jogados para o molho dos “dispensados” … E a estes o governo não pôde valer, mas não hesitou em nacionalizar um buraco negro de negro chamado BPN… e dar garantias de milhões e milhões à banca para que esta possa valer às pequenas e médias empresas e evitar o colapso da economia nacional… Balelas… O pior ainda está para vir…

Maldito 2008 que me roubou a saúde e pôs-me à prova no passado e a cada dia que torna. Sinto-me cansada, exausta sem argumentos para continuar a acreditar

Sinto-me usurpada na esperança de que um dia o respirar será outro, e que a nível pessoal surgirá uma luz ao fundo do túnel…

Não me apetece sorrir, nem fazer e muito menos estar.

Sinto-me impaciente, mas já não reclamo

Sinto-me impotente e deambulo mecanicamente como se fosse um robot para que supostamente tudo continue a funcionar.

Estou farta.

Vou escrever e pendurar do lado de fora de mim: FECHADO PARA BALANÇO.

 

 

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Friday, December 12, 2008

NASCESTE DAS PALAVRAS

Olá Amigos e Companheiros de Viagem:

Nos tempos que correm, deste horror de trabalho, vale-me a escrita, vale-me extravazar tudo isto que me consome através da escrita.
Deixo-vos sem mais o “Nasceste das Palavras” que me dá alento, que me dá força!

Um abraço apertado!

(…)

Nasceste das Palavras

Entre o deslumbre de um olhar

E a contemplação de um sorriso

Diante de um portento de Mar

E dum beijo (roubado) mas consentido

Do deslumbre se fez luar

Do sorriso esplendor

Do Mar nasceu a Razão

E do Sentido, o Amor

 

Nasceste das Palavras

Em miríades de Ternura

Abraços, carinho e emoção

E depois foi a loucura

Que deu a mão à paixão

Doce e terno Carinho

Que floresce no Jardim

Ao teu lado é o caminho

Vem, toma conta de mim!

 

Nasceste das Palavras

Em sonetos, prosa e poesia

Desabafos e pensamentos

Conjuga-se a alegria

E outros tantos Sentimentos

É imensa a harmonia

Neste Jardim de Encantar

Única esta sintonia

Deste Sentimento invulgar

 

Nasceste das Palavras Amor

Mas estás aqui, és real

És Vida, Sol és Fulgor

És pra-lá-de-especial!

És Poema encantado

Neste Reino do Sentir

Onde o Amor é partilhado

Entre o deslumbre… E o sorrir!

Fly

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Thursday, December 11, 2008

UMA CROISSANT E UMA HISTÓRIA

Esta é uma daquelas histórias que vale a pena ser contada mais que não seja para marcar um momento de partilha e de como os gestos desinteressados mas verdadeiros conseguem roubar sorrisos em dias em que mais valia não sair de casa.

Fim do dia de trabalho na escola, o pior da semana, aulas de manha até ao fim da tarde, muito desgaste e muito desalento. Quando tudo parecia impossível de ficar pior ainda recebo a notícia de que o meu filho mais velho “variou” numa disciplina. Saltou-me a tampa completamente! Fiquei esbaforida. Isto de ser mãe de um adolescente tem muito que se lhe diga… Prometi a mim mesma uma conversa muito séria com o descendente e resolvi vir para casa a pé para espairecer e arrefecer. O meu ar devia ser de tal forma entre o abatido e o tresloucado que uma colega que também ia a sair disse-me assim:

- “Oh Maria não sei o que tens mas anda daí que eu levo-te a casa que tu estás com um ar muito pouco recomendável”

Desabafei com ela as “más novas” e depois ela rematou assim:

- “Ok. Vamos mas é lanchar. Vamos comer um croissant e conversar um pouco”

E assim foi. Lá acedi à desgraça calórica que se seguiu e garanto-vos estava deliciosa…Desgraçava-me outra vez  J !

Já a caminho de casa a conversa tocou a “vida” em todos os seus aspectos e foi surpreendente, tudo o que partilhámos.

Falámos sobre tanta coisa, partilhámos experiências, caminhos seguidos e desavindos, desabafámos mágoas, dissemos umas parvoíces entre lágrimas e sorrisos e selámos com segredo tudo o que ouvimos e dissemos e nem demos pelo tempo que passou…

A Alda, é assim que se chama a minha colega, é uma Mulher madura e experiente. Conhecia-a em 1994 quando integrava a equipa do então conselho directivo. Sempre nutri por ela um misto de respeito, admiração e amizade. Hoje junto e sublimo o carinho, pela mão que me estendeu, pelo ombro que me ofereceu, pela pachorra de me ouvir e pela sapiência dos conselhos que guardei.

Um croissant e uma história que fizeram de um dia perdido um sorriso de alento e de esperança – obrigada Alda!

Posted by Fly at 14:51:47 | Permalink | Comments (1) »