INSANAMENTE INDECENTE

Irrompe o Sol pela persiana entreaberta e nesta intermitência de luz, dou conta do desvario da noite que há pouco findou…
As roupas em desalinho,
A nudez dos corpos,
O perfume do desejo diluído no prazer,
E a música especial para as nossas endless nights…
Sinto-me Mulher!
Assim com a exclamação de quem se sente bem na sua pele,
Com cada poro,
E em cada harpejo
E pulsar.
Apetece-me acordar-Te para o prazer e inundar-Te de mimos e afagos
E depois desafiar-Te para o Jogo do Querer onde cada passo é dado lado a lado;
Onde as regras são o infinito e o incondicional
E a meta é o êxtase,
A volúpia
E o delírio de nos sentirmos um no outro como se fôssemos um só.
Mas dormes…
Dormes tão bem Amor e eu aqui ao teu lado consigo sentir a tranquilidade que Te vai na alma.
Olho o teu corpo viril e a irresistibilidade que me provocas faz-me tocar-Te.
Reages com um aconchego e um sorriso de paz e roubas-me um sorriso exuberante e sedento por mais.
E por isso, a minha mão, qual eros insaciável, continua a viagem pela da tua pele
Pelo veludo do teu corpo que reage viril ao apelo e acordas.
Olhas-me (o teu ar quando acordas é absolutamente indescritível, sabias?) e é quanto baste para
Que eu fique, assim, insanamente indecente…
(…)
(Poema interrompido por acesso de loucura e indecência…
Quem sabe volto depois…)







