PORQUE TU VIESTE
Ontem o Comboio estava em parte incerta de tão avariado...
"Depois da Tempestade vem a Bonança."
O Ditado é popular e cheio de sabedoria.
Ontem estava mesmo com um tristeza descomunal...
O sono é uma das melhores terapias e este sol aquece mesmo os corações mais incautos e vazios.
Portanto hoje aqui a "Je" está melhor e pronta pra outra (digo eu..bolas!)
"Porque Tu vieste" é o primeiro conto que conscientemente escrevi com o propósito de ser conto.
Para vós, com amizade
Mil sorrisos e abracinhos ternurentos
Fly
(...)
A tarde ia já adiantada mas continuava aprazível, o sol acolhedor e a convidar para um belo passeio a pé.
E lá fui eu caminho fora.
Ouvi uma buzina, olhei, vi o carro e apenas parte da matrícula…
Foi o suficiente para o meu coração disparar.
Racionalmente disse-lhe:
- “Sossega se faz favor porque sabes muito bem que é impossível que Ele esteja aqui”.
Aliás, nem no meu imaginário mais recôndito, concebia a ideia do que aconteceu a seguir.
E eu não podia estar mais enganada. Às vezes não damos ouvidos ao coração pelas tropelias da Vida, e da razão e do “tem que ser”, mas a verdade é que o meu “malogrado herói” tinha razão pelo descompasso louco e voraz em que ficou.
Eras mesmo Tu!!!
(Não páras de me surpreender sabias?)
Estacionaste o carro, olhaste sereno para mim e sorriste.
- “Olá Amor!”
Senti-me uma menina incrédula perdida de emoção e Mulher-sorriso que se perdeu uma vez mais no teu olhar.
Não consegui dizer uma única palavra. Fiquei como o tempo: paralisada e emudecida mas raiada de felicidade envolvida numa espiral de magia, carinho e contemplação.
- “Vim buscar-Te Querida. Vamos ver o Mar.”
- “O quê??!! Mas como…?”
- “Vamos passar a Noite da Consoada à beira-mar. Não foi o que desejaste para este Natal? Aqui estou. Anda daí!”
Acho que me anestesiaram as tuas Palavras e pela primeira vez o Natal fez sentido para mim… E tudo estava a acontecer. Mesmo!
Não sei ao certo para onde fomos.
A viagem foi intemporal.
Eu fui tomada por uma chuva de sonhos-ternura;
Bolinhas-de-magia-doçura
E sorrisos-alecrim.
Dei as mão à alegria
Rendi-me à envolvência da tua Companhia
Em momentos de aroma-jasmim.
A noite apesar de fria, estava acolhedora e engalanada por milhares de estrelas que serpenteavam o céu em bebedeiras de um azul majestoso e em sorrisos mil de fascínio;
O areal era imenso e fofo
E o Mar… Bom o Mar acolheu-nos de braços abertos num horizonte luzidio e enamorado pela lua que alvitrava melodias de encantar.
A brandura e suavidade das águas, tornaram real o ficar, de facto, à beira-mar.
Mas as surpresas estavam longe de acabar…
Preparaste tudo ao ínfimo pormenor. E a cada passo senti o Amor e o carinho em tudo…
Recolhemo-nos numa espécie de cabana coberta com seda, organdi e cetim de cores mil que cintilaram a noite de sedução e paixão.
Uma fogueira crepitava e anunciou-nos que o acolhimento seria pleno.
Senti ainda um perfume inconfundível, suave e fresco a rosas que tornou ainda mais especial aquele local. Rapidamente percebi porquê… Havia uma cama feita de milhares de pétalas de rosas vermelhas e brancas…
Um verdadeiro ninho de amor.
O Nosso Ninho de Amor!
Olhaste para mim, abraçaste-me e sussurraste-me ao ouvido:
- “ Amo-Te Miúda. Quero-Te tanto!”
Não me contive e uma lágrima soltou-se diante de tamanho Sentir!
Não concebia nem em sonhos viver algo assim, num espaço concebido para mim e sentir-me Princesa. Princesa não! Senti-me Rainha, a tua Rainha!
Pegaste na minha mão.
(Que quente, meu Amor!)
Iniciaste uma viagem pelo meu corpo que cedeu, rendeu e se deu doce e num Dar total e completo.
Um beijo.
Mel, menta, canela…
Outro beijo…
E outro ainda…
“Lões” deles!
Carícias mil, abraço gentil
Meu corpo em teu corpo viril…
Cumplicidade.
Ternura e entrega,
Corpos fundidos, suados
Molhados de loucura, extasiados
De um deleite sem fim.
Gemidos de Querer
… De puro prazer
Numa volúpia rendida
A Ti e a mim…
E amámo-nos
Amámo-nos…
Amámo-nos,
Vezes sem fim.
Diante deste Mar
Que cúmplice nos acolheu
Bebemos o luar que a Lua deixou
Comemos o Êxtase que a Noite sonhou
Semi embriagados pelos cocktails de estrelas numa ceia de maresia que fresca chegou.
Estava um silêncio absolutamente divinal, apenas quebrado pelo devir constante das ondas que em vaga nos sorriram a noite toda.
E assim ficámos.
Aninhados um no outro.
Uma gaivota anunciou-nos a chegada da aurora engalanada de um azul absoluto e único e tons de suave lilás e o dia nasceu.
E foi com o pulsar do teu coração no meu ouvido, ao teu colo que disseste:
- “ Feliz Natal Querida”.
Olhei para Ti e disse-Te com a voz embargada por um misto de alegria, emoção e Amor:
- “ É um Feliz Natal sim! O melhor de toda a minha Vida.
Verdadeiro.
Genuíno.
Autêntico.
E tudo Meu Amor, porque Tu… vieste!
Amo-Te!
Amo-te com a candura de um sorriso de criança
Amo-te com a genuinidade do cheiro da terra molhada
Amo-Te com tudo o que sou.
Em plenitude. Um amor total e completo
Feliz Natal também para Ti!”





























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