MEMÓRIAS
Somos de facto minúsculos face à grandiosidade da vida e à imensidão da morte (já o disse anteriormente). No entanto, o facto de podermos aferir, de racionalizar, torna-nos Seres Superiores na capacidade de sentir e recordar. Os bons e os maus momentos. Fazem parte do nosso património espiritual e do nosso espólio afectivo que é único e exclusivo de cada um de Nós. E tudo isto é possível por causa das nossas memórias. É incrível como conseguimos reter e rever a inocência do sorriso da meninice; A candura desajeitada do Primeiro Beijo; A cumplicidade da primeira Amizade que fizemos e que selámos com um sorriso e um abraço… Quem esquece Um sorriso do sol, Um abraço da Lua, Uma Serenata das Estrelas. A mão estendida do Mar, E a ternura da brisa que nos beija ao acordar? Ninguém nos rouba as memórias dos momentos que consideramos únicos, nossos e envolventes! Contudo, nem sempre recordar é bom… Muitas vezes gostávamos de conseguir esquecer e apagar a Dor que sentimos quando perdemos algo ou alguém… A primeira desilusão de amor… (que dor, que sofrimento, quem pode esquecer????) Ou aquela Amizade que se perdeu no tempo por uma mentira ou mal entendido que silenciou amargamente o nosso coração… E as desilusões perpetradas por quem considerávamos Amigos? Àqueles a quem abrimos incondicionalmente o coração e que vilmente nos usaram e jogaram fora numa esquina qualquer da Vida; A agonia na doença e a inoperância do fazer quando tudo se precipita para o abismo, para a morte… A “Partida” de quem nos é querido é tão cruel!!! Que angústia relembrar a falta que me fazem minha Mãe e meu Pai... Quantas vezes a dor não se veste de saudade e me faz mergulhar em lágrimas… Que medo pensar que posso perder quem amo!!! Memórias… Quem me dera ter o mágico poder de relembrar apenas as que me aconchegam e fazem sorrir. Mas tal como a Rosa, a nossa Alma não é só aroma, beleza e cor. Existem também os espinhos… Fly




























