Wednesday, March 5, 2008

INDELÉVEL

Olá Amigos e Companheiros de Viagem!

Dia ensolarado este ainda que frio e disponível para iluminar corações incautos.
Digam lá se existem ou não Pessoas únicas e Especiais?
Existem!!!

A quem de direito, com todo o mérito, “Indelével”

Imprescindível a tua Presença
Inconfortável a Saudade
Impreterível a Ternura
Impetuosa a Paixão
Impulsivo o Desejo
Incondicional a Entrega
Incontestável o Carinho
Inimaginável a Alegria
Inesquecível a Partilha
Insuperável a Sintonia
Inolvidável teu Olhar
Inigualável o teu Ser
Inseparável este “Nós”!
Inquestionável este Querer
Indecifrável o que nos une
Inequívoco o Sentir
Infindável o Sentimento
Inabalável este Amor
Indelével… Tu!

tua

Fly

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Tuesday, February 26, 2008

O CRAVO E A PAPOILA

Olá Amigos e Companheiros de Viagem!

Cá estou eu para mais uma viagem. Já vos aconteceu sairem de vocês e irem alto e mais além?
Viajar por aqui e por ali e acolá…
Voar pelo ar, pela, terra e pelo mar, vales e montanhas, por aquele olhar que nos prendeu, ou o momento que se eternizou, pelo inconcebível e inimaginado…

O Cravo e a Papoila é um desses voos..
De mim para vós com carinho!!!

Fly

 
Foto powered by blogspot.com

(…)

Pi era filha do Campo e da Natureza. Amava as searas e planícies e perdia-se a contemplar o pôr-do-sol. Tinha como amiga secreta a lua, a quem confidenciava os seus desejos e fantasias. As estrelas, iluminavam-lhe o caminho sempre que se aventurava a viajar noite dentro. Era uma linda e jovem Papoila, na flor da sua maturidade. A sua tez rubra e os sinais de nascença contrastavam com a elegância do seu esbelto corpo de verde vestido.

Como outra Papoila qualquer, vivia em ambiente rural mas perto de uma zona residencial. A separar as duas áreas existia um roseiral magnífico engalanado por rosas multicolor que alegravam e perfumavam de sobremaneira toda a zona circundante.

O Roseiral, era também o local de eleição para os apaixonados, por ser recôndito e extremamente romântico.

Pi adorava viajar e o gosto pelo desconhecido era uma das suas grandes paixões! Era uma Papoila muito extrovertida que adorava fazer novas amizades e perder-se em conversas pelos caminhos com os seus amigos.

Uma dessas amizades era Rosinha, uma rosa vermelha lindíssima que vivia no Roseiral. Nessa tarde, no encontro habitual, Pi achou a sua amiga apreensiva.

- Que se passa, Rosinha? Nem pareces tu, amiga…

- Estou assustada. Uma praga infestou uma zona do Roseiral e andamos todos com muito medo.

- Tem calma, tudo se vai resolver! Mudando de assunto: sabes que tenho uma certa curiosidade para saber o que existe para lá do Roseiral. Como é Rosinha?

- Olha Pi, deste lado do Roseiral, existe uma urbanização de casas térreas. São todas iguais, mas há uma que se destaca pelo belíssimo jardim que tem. É fantástico. Cheio de flores de mil odores que inebriam qualquer um.

- Estás a deixar-me curiosa… Conheces alguém desse jardim?

- Conheço pois. O C.R. Um cravo vermelho fantástico, um sonhador por natureza. Um tipo às direitas, um cavalheiro sem igual! Eu conheci-o por mero acaso. Imagina Tu que ele adora escrever. E escreve extraordinariamente!

- A sério? Que curioso… Sabes que eu também gosto de escrever…

- Por isso mesmo! Lembras-te daquele Concurso de Poesia que a Associação organizou?

- Claro que lembro! Não participei por vergonha… Mas o poema vencedor é inesquecível: “Rosas vermelhas”

- Precisamente… Sabes quem o escreveu? O C.R.!

- A sério?! Estou estupefacta… gostava de o conhecer! Quem escreve daquela forma tem que ser um Tributo à sensibilidade e ternura. Tu e ele…?

- Achas?! Claro que não. O C.R. é um sonhador! Alguém por quem nutro uma admiração e carinho imensos, mas apenas isso Pi.

A conversa estava por demais animada e as duas nem repararam no adiantado da hora. Foi o pôr-do-sol que lhes chamou a atenção e olharam uma para a outra e disseram em simultâneo:

- Já é tão tarde!

Pi voltou para a sua planície engalanada pelo dourado fogo que se punha no horizonte mas não conseguia tirar o “rosas vermelhas” da cabeça. Era de facto um poema lindíssimo que quase sabia de cor.

Quando à noite se deitou sonhou ser a Musa que inspirara C.R. naquele fantástico poema. E sonhou! Sonhou ser Princesa, Rainha, Musa e Deusa…

Como viajava esta jovem Papoila!

Quando acordou balançava no arco-íris e quando deu conta disse para si mesma:

- Que sonho fantástico! Pudesse eu…

Foi interrompida no seu pensamento pelo barulho que se ouvia ao longe.

Levantou-se, sorriu ao sol e cumprimentou-o e percebeu que algo de muito grave se passava no Roseiral pelo aglomerado de gente que ali se encontrava… Correu até lá e deparou-se com uma imagem desoladora. O Roseiral havia sido dizimado pela praga. No seu lugar havia apenas as recordações de momentos ali passados dos segredos partilhados. Centenas de rosas estavam caídas, murchas… sem vida! E as que sobreviveram tinham sido transplantadas para uma estufa qualquer para tratamento.

Pi procurou Rosinha. Tentou irromper pela multidão mas foi em vão… A zona estava a ser evacuada e isolada para desinfestação.

- Rosinha! Onde estás, amiga?

Uma tristeza imensa invadiu Pi. A ideia de que podia ter perdido a sua amiga aterrorizou-a. Procurou-a por entre as rosas tombadas mas centenas delas já haviam sido levadas para serem queimadas…

Sentou-se e chorou. Chorou tempos a fio sem dar conta que todos se tinham ido embora. Passaram horas e horas… Uma eternidade sem que a jovem Papoila conseguisse parar de chorar.

- Boa tarde. Posso ajudá-la?

- Tenho estado a observá-la e já não aguento vê-la chorar desta maneira. Que posso fazer para que pare de chorar?

Pi enxugou as lágrimas e levantou a cabeça. Apesar da tristeza que lhe vestia a alma era impossível não reparar que diante de si estava um cravo vermelho muito belo e vistoso. E que charme… Será que é..? Seu pensamento foi interrompido, como que se tivesse sido lido.

- Permita que me apresente. O meu nome é Cravo Rubro, mas todos me conhecem por C.R..

Pi sentiu-se a corar… E disse sem conseguir disfarçar:

- C.R…? O C.R. poeta??? Amigo da Rosinha?

- Sim… Eu gosto de escrever, muito! Mas daí a ser poeta… Mas sou de facto amigo da Rosinha. Conhece-la?

- Conheço. E estou desesperada. Cheguei aqui de manhã e vi o Roseiral assim, ou melhor, o que restava dele e não sei da Rosinha… e …

Pi não se conteve. Começou a chorar compulsivamente. C.R. ainda tentou acalmá-la mas foi em vão e fruto da emoção e da fraqueza, desfaleceu. C.R. foi rápido o suficiente e tomou-a nos braços.

Pegou nela ao colo levou-a para um banco de jardim próximo. Também C.R. não ficou indiferente a tanta beleza…Impossível!

Pi era de facto muito bela, elegante e brilhante. O seu porte altivo contrastava com a sua fragilidade tão feminina quanto terna…

- Que Papoila mais linda!!! Pensou C.R., sem se dar conta do que estava a nascer…

Enquanto isso, na planície, a mãe Natureza olhava o sol e estranhava a demora de Pi.

A sua sensibilidade de Mãe dizia-lhe que algo não estava bem e disse para o seu marido, o Campo:

- Estou preocupada. Já é tão tarde e a Pi ainda não voltou.

- Para onde foi ela?

- Saiu de manhã esbaforida e correu em direcção ao Roseiral.

- Fica tranquila. Eu vou dar uma volta para ver se a vejo.

E assim fez. Dirigia-se para o Roseiral, quando encontrou as Giestas muito animado.

- Como está, Sr. Campo?

- Estou bem e vocês, raparigas?

- Vamos passear. Já está menos calor e assim já sabe bem uma voltinha ao entardecer. Vamos ver o pôr-do-sol ao Roseiral.

- Ides para o lado do Roseiral?

- Sim, vamos. Precisa de algum a coisa?

- É a Pi. Saiu de manhã a correr por causa do que aconteceu e ainda não voltou. Estamos a ficar preocupados.

- Fique descansado. Nós vamos à procura dela e mandamos notícias pela brisa que se anuncia.

- Muito obrigado.

As Giestas, a Serena, a Paz e a Tété eram três irmãs a quem a vida já tinha pregado muitas partidas. O casal Giesta tinha perecido num vendaval e todos na Planície acolheram com muito carinho e mimo as três jovens que pela sua beleza, formosura e educação irrepreensível, muita alegria davam à planície. A mãe Natureza desdobrava-se em mil cuidados para que nada faltasse às pequenas e estas carinhosamente chamavam-lhe de Mamy.

No Roseiral, Pi acordou e viu-se nos braços de C.R. O olhar que cruzaram multiplicou-se em emoções mil e o silêncio reinou por momentos eternizados sob o fogo que se punha mesmo ali ao lado…

- Que aconteceu?

- Só lhe respondo se me disser o seu nome.

- Desculpe-me… Que cabeça a minha. Eu sou a Pi.

- A Pi desmaiou… Estávamos a falar da Rosinha e eu só tive tempo de a agarrar

Os seus rostos estavam demasiado próximos e Pi deliciou-se com o toque cuidado mas viril de C.R., assim como com o perfume que de si exalava. Por seu lado C.R. não conseguia afastar-se daquele momento de contemplação: o cetim das pétalas, a elegância do porte e havia mais qualquer coisa que o prendia, só percebeu quando Pi abriu um sorriso resplandecente e lhe disse:

- Obrigada por me ter ajudado, se o C.R. não estivesse aqui, tinha-me estatelado no chão.

C.R. não respondeu, ficou atónito com a profundidade, magnitude e expressividade daquele sorriso. E foi Pi que o interrompeu naquele deslumbre da alma.

- C.R., está tudo bem? Disse algo que não devia? É que eu tenho de ir…De certeza que já estão todos preocupados na Planície.

- C.R. ?

- D… Desculpe, estava mergulhado numa visão fantástica. Quer que a acompanhe?

- Não é preciso C.R.. .

Pi deu-lhe um beijo na face e saiu num passo apressado em direcção à Planície.

C.R. ficou a olhá-la e pensou para consigo: “que sorriso!!!!”

Pi cruzou-se no caminho com as Giestas e Serena perguntou-lhe:

- Estás bem, Pi? Pareces um pouco murchinha. Os teus pais estão preocupados contigo.

- Senti-me mal ali no Roseiral, mas já passou. Eu vou já para casa. Obrigada Serena!

E seguiram o seu caminho em direcções opostas, as Giestas de encontro ao fogo no Horizonte, Pi com o fogo na alma e no coração.

Depois de chegar a casa, de falar com os pais e alimentar-se, deitou-se.

Estava exausta. O dia tinha sido de muitas e fortes emoções. Rosinha continuava na sua cabeça assim como C.R.. Uma lágrima caiu e um sorriso soltou-se.

Adormeceu rendida ao cansaço e à tristeza do dia, mas aconchegada pela imagem daquele cravo que não lhe saia da cabeça.

As estrelas juntaram-se e resolveram fazer uma surpresa a Pi. Desceu a Estrela Polar, até ao seu leito, tocou-lhe ao de leve no rosto e segredou-lhe ao ouvido:

- Anda Pi! Abriram-se as portas do Sonho para Ti.

Pi quis responder mas não conseguiu. Limitou-se a obedecer à sua amiga Estrela e viajou pelo mundo do Sonho, nas asas da Fantasia.

Viajou por todo o lado que lhe é impossível e foi quem nunca poderá ser.

Foi onda e foi mar, foi Sol, foi vale, montanha e luar.

Viajou pelo interior das almas, escutou o pulsar dos corações,

Conheceu de perto os Segredos, vestidos de mil emoções

Depois deixou-se embalar pela brisa que a levava de nuvem em nuvem, de estrela em estrela e acabou por adormecer no seu Sonho, encostada à Lua, que docemente a acolheu.

C.R. era muito dedicado ao próximo desdobrava-se em mil para acudir a todos e às vezes exagerava. Naquele dia, ter ajudado Pi foi algo muito próprio da sua personalidade. Mas quando chegou a casa não conseguiu dizer a Luz o que tinha acontecido.

Luz era a esposa de C.R. Era uma cravina muito bela e de postura irrepreensível. Estavam casados há muito tempo e a união de ambos era plena e feliz. Luz era muito dedicada a C.R. e a Jasmine, a filha de ambos.

Naquele dia estranhou a ausência prolongada de C.R. mas quando o viu chegar absorto nos seus pensamentos optou por não fazer perguntas.

C.R. não conseguia dormir porque aquela Papoila fantástica não lhe saía da cabeça. Falava consigo próprio e ouvia-se a dizer:

- Mas o que se está a passar comigo??? Eu não posso… De forma alguma apaixonar-me por aquela miúda. Sim porque ela é uma miúda! Não posso…! Tenho família constituída, sou feliz… Isto não faz sentido algum… Mas porque razão não me sai a Pi da cabeça?

Aquele Amor anunciado e lactente, naquele olhar que o fez desabrochar, invadiu em sintonia perfeita Pi e C.R..

Os tempos que se seguiram foram de uma intensidade tão imensurável quanto proibida.

Pi sabia, desde o início, da condição de C.R. e também sabia que na Planície onde era acarinhada por todos, ninguém aprovaria esta relação… Um cravo e uma papoila?? Jamais!!!

Ainda por cima casado… Nunca em sociedade alguma aceitariam isso e a Planície não era excepção! Pi sabia disto muito bem… Era bem formada e tinha valores muito fortes de que jamais abdicaria, porém não tinha como travar aquele “Tudo” que invadia os seus dias e que inundava de bebedeiras de ternura, carinho e paixão a sua existência. Amava C.R.. como jamais amara alguém. Entregara-se de corpo, alma e coração àquele amor dando tudo de si, sem nunca esperar o que quer que fosse e C.R. sabia e sentia isso muito bem.

Os encontros de Pi e C.R. eram na Serra da Roseira Brava que se situava a montante do Roseiral. Desdobravam-se em mil mentiras e desculpas para estarem juntos, por um momento que fosse:
“(…) Quem me dera, que por um momento que fosse, os meus beijos chegassem como brisas e te tocassem ao de leve levando com elas todos este sentimento cuja cor ainda está por inventar e descobrir. Todo este desejo que me consome, que me sufoca por Te querer tanto!!!
É um sentimento que me invade, que me possui, que toma conta de mim, que me cerca e enleia que me preenche e alenta desalentando…porque não estás…
E como eu queria que estivesses.
Aqui.
Agora.
Para me aninhar no teu colo, sentir teu afago, entregar-me ao teu abraço e envolver-te em minha ternura, inundar-te do meu amor que é só teu… por um momento que fosse!!!”

C.R. surpreendia-se a cada dia com Pi, com a sua personalidade terna e lutadora, com a sua forma de estar e de ser e de quão bela se tornava a cada dia. E muito mais que surpreender-se com Pi, C.R. surpreendia-se consigo próprio. Nunca na sua existência, tal lhe tinha acontecido e nem na sua forma de estar e de ser, nos seus valores e naquilo que veemente acreditava e defendia admitiria a situação que ele próprio estava a viver… Tinha sido “traído” pelo seu coração e não tinha, nem queria, fugir daquele Sentimento. Sabia que Pi não era uma aventura, um caso, uma qualquer para passar o tempo e dar umas voltas. Não!!!

Pi estava muito acima de tudo o que ele próprio conseguia aceitar e conceber.

Mergulhava os seus pensamentos na sua formosura e ternura, no seu sorriso único e fantástico, na beleza da sua simplicidade…

Escrevia-lhe o que o coração sente e a mão consente numa harmonia de amor e entrega sob a forma de Palavras vestidas de Sentidos e Sentimentos que aconchegavam Pi nas noites e em todos os momentos que estavam apartados um do outro. E amava Pi! Amava-a ternamente e com desejo, amava-a doce e loucamente! Como amava aquela Papoila!!!

Mas também no seu mundo, não havia “lugar” para Pi. Esse lugar há muito havia sido preenchido por Luz, sua companheira e esposa. C.R. jamais poderia permitir que algo lhe faltasse, assim como a Jasmine, sua pérola e seu maior Tesouro.

O que fazer???

Pi acreditava neste Amor. Sentia-se realizada na plenitude do seu Ser aquando dos seus encontros furtivos, mas também sabia o seu lugar.

Durante muito tempo soube lidar com a situação. Correndo o risco de ser e de se sentir leviana, Pi entregava-se e retribuía todo aquele Amor, total, embevecido, desenfreado e apaixonado. O seu coração pertencia a C.R. e nunca nada nem ninguém, mudaria isso.

Contudo, com o evoluir da relação Pi queria mais…

Por vezes sentia-se Rainha da Flora, mágica, sedutora, única mas de quando em vez e racionalmente, sabia que C.R., jamais deixaria Luz e Jasmine desamparadas e sozinhas. Doía-lhe até à alma quando pensava nisto.

Tinham falado várias vezes sobre a eventual possibilidade de o Futuro trazer a união dos dois e C.R. sempre lhe respondia:

- Não sei o dia de amanhã, Querida.

E o tempo foi passando. Foi nascendo em Pi uma tristeza que esta tentava disfarçar, mas C.R. conhecia tão bem a imensidão do seu sorriso, como a falta de brilho naquele olhar quando algo a incomodava…

Naquela tarde, o sol tinha-se ocultado por entre o cinzento das nuvens que tapavam o azul-plenitude do céu. C.R. estava visivelmente apreensivo e disse a Pi:

- Temos que conversar, Amor. Há algo que te quero dizer, mas preciso que me escutes até ao fim.

- Sim.

- A Luz não está bem. Soubemos ontem que está gravemente doente e é provável que a situação seja irreversível… Preciso de estar junto dela o máximo de tempo possível, porque não sei quanto é esse tempo e a Jasmine ainda não sabe de nada.

Os olhos de Pi marearam-se de lágrimas. Sempre soube que por este motivo ou outro qualquer, um dia eles se afastariam. Quis falar mas sentiu o emudecimento das palavras e a alma a esvaziar-se.

- Diz que me compreendes. É muito importante para mim que me compreendas. Amo-Te tanto Pi! Duma forma inexplicável, que me transcende e ultrapassa, mas a Luz precisa mesmo de mim… Não sou capaz de lhe virar as costas.

Com a voz embargada, Pi conseguiu dizer:

- Compreendo sim Amor. Mereces que tudo corra bem convosco.

E abraçaram-se num abraço intemporal. Nesta altura choravam os dois copiosamente, até que Pi lhe deu um beijo na face e foi-se embora. Vieram ao de cima os valores que sempre regeram a sua vida e sabia que aquela era a única coisa a fazer.

- Pi! Pi… Não vás!

Em vão. C.R. ficou destroçado a vê-la partir. Sabia que a última coisa que queria era magoar Pi, mas o seu silêncio gritava bem alto o quanto a tinha magoado. Nunca se perdoaria.

Nunca mais nada foi igual. C.R. mergulhou numa tristeza imensa e à noite gostava de escrever ao luar. Sabia da amizade que unia a lua e Pi e por isso o fazia.

Numa dessas noites, C.R. foi surpreendido por um clarão imenso e com os olhos pregados no céu, viu as estrelas a escreverem:

“Um Amor quando é sentido, com a magnitude, intensidade, dimensão e pureza do nosso nunca acaba! Mesmo que não seja vivido, mesmo que seja proibido…
Para onde quer que olhes,
Para onde quer que vás,
Eu estou a amar-Te C.R.!
E estou à tua espera, no Lugar onde  
Existe uma quietude,
Uma paz;
Um silencio apaixonado que toca melodias de sonho e de encantar,
Que me envolve,
Que me domina, cerca e enleia;
Um silêncio chamado Amor,
Que eu grito em sorrisos-mil de contemplação
Por Te sentir aqui, no meu corpo, alma e coração!
Amo-Te!

Tua, Pi”

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Saturday, February 9, 2008

PORQUE TU VIESTE

Olá Amigos e Companheiros de Viagem:

Ontem o Comboio estava em parte incerta de tão avariado…
“Depois da Tempestade vem a Bonança.”
O Ditado é popular e cheio de sabedoria.
Ontem estava mesmo com um tristeza descomunal…
O sono é uma das melhores terapias e este sol aquece mesmo os corações mais incautos e vazios.
Portanto hoje aqui a “Je” está melhor e pronta pra outra (digo eu..bolas!)

“Porque Tu vieste” é o primeiro conto que conscientemente escrevi com o propósito de ser conto.
Para vós, com amizade

Mil sorrisos e abracinhos ternurentos

Fly

(…)

A tarde ia já adiantada mas continuava aprazível, o sol acolhedor e a convidar para um belo passeio a pé.
E lá fui eu caminho fora.
Ouvi uma buzina, olhei, vi o carro e apenas parte da matrícula…
Foi o suficiente para o meu coração disparar.
Racionalmente disse-lhe:
            - “Sossega se faz favor porque sabes muito bem que é impossível que Ele esteja aqui”.
Aliás, nem no meu imaginário mais recôndito, concebia a ideia do que aconteceu a seguir.
E eu não podia estar mais enganada. Às vezes não damos ouvidos ao coração pelas tropelias da Vida, e da razão e do “tem que ser”, mas a verdade é que o meu “malogrado herói” tinha razão pelo descompasso louco e voraz em que ficou.
Eras mesmo Tu!!!
(Não páras de me surpreender sabias?)
Estacionaste o carro, olhaste sereno para mim e sorriste.
            - “Olá Amor!”
Senti-me uma menina incrédula perdida de emoção e Mulher-sorriso que se perdeu uma vez mais no teu olhar.
Não consegui dizer uma única palavra. Fiquei como o tempo: paralisada e emudecida mas raiada de felicidade envolvida numa espiral de magia, carinho e contemplação.
            - “Vim buscar-Te Querida. Vamos ver o Mar.”
            - “O quê??!! Mas como…?”
            - “Vamos passar a Noite da Consoada à beira-mar. Não foi o que desejaste para este Natal? Aqui estou. Anda daí!”
Acho que me anestesiaram as tuas Palavras e pela primeira vez o Natal fez sentido para mim… E tudo estava a acontecer. Mesmo!
Não sei ao certo para onde fomos.
A viagem foi intemporal.
Eu fui tomada por uma chuva de sonhos-ternura;
Bolinhas-de-magia-doçura
E sorrisos-alecrim.
Dei as mão à alegria
Rendi-me à envolvência da tua Companhia
Em momentos de aroma-jasmim.
A noite apesar de fria, estava acolhedora e engalanada por milhares de estrelas que serpenteavam o céu em bebedeiras de um azul majestoso e em sorrisos mil de fascínio;
O areal era imenso e fofo
E o Mar… Bom o Mar acolheu-nos de braços abertos num horizonte luzidio e enamorado pela lua que alvitrava melodias de encantar.
A brandura e suavidade das águas, tornaram real o ficar, de facto, à beira-mar.
Mas as surpresas estavam longe de acabar…
Preparaste tudo ao ínfimo pormenor. E a cada passo senti o Amor e o carinho em tudo…
Recolhemo-nos numa espécie de cabana coberta com seda, organdi e cetim de cores mil que cintilaram a noite de sedução e paixão.
Uma fogueira crepitava e anunciou-nos que o acolhimento seria pleno.
Senti ainda um perfume inconfundível, suave e fresco a rosas que tornou ainda mais especial aquele local. Rapidamente percebi porquê… Havia uma cama feita de milhares de pétalas de rosas vermelhas e brancas…
Um verdadeiro ninho de amor.
O Nosso Ninho de Amor!
Olhaste para mim, abraçaste-me e sussurraste-me ao ouvido:
            - “ Amo-Te Miúda. Quero-Te tanto!”
Não me contive e uma lágrima soltou-se diante de tamanho Sentir!
Não concebia nem em sonhos viver algo assim, num espaço concebido para mim e sentir-me Princesa. Princesa não! Senti-me Rainha, a tua Rainha!
Pegaste na minha mão.
(Que quente, meu Amor!)
Iniciaste uma viagem pelo meu corpo que cedeu, rendeu e se deu doce e num Dar total e completo.
Um beijo.
Mel, menta, canela…
Outro beijo…
E outro ainda…
“Lões” deles!
Carícias mil, abraço gentil
Meu corpo em teu corpo viril…
Cumplicidade.
Ternura e entrega,
Corpos fundidos, suados
Molhados de loucura, extasiados
De um deleite sem fim.
Gemidos de Querer
… De puro prazer
Numa volúpia rendida
A Ti e a mim…
E amámo-nos
Amámo-nos…
Amámo-nos,
Vezes sem fim.
Diante deste Mar
Que cúmplice nos acolheu
Bebemos o luar que a Lua deixou
Comemos o Êxtase que a Noite sonhou
Semi embriagados pelos cocktails de estrelas numa ceia de maresia que fresca chegou.
Estava um silêncio absolutamente divinal, apenas quebrado pelo devir constante das ondas que em vaga nos sorriram a noite toda.
E assim ficámos.
Aninhados um no outro.
Uma gaivota anunciou-nos a chegada da aurora engalanada de um azul absoluto e único e tons de suave lilás e o dia nasceu.
E foi com o pulsar do teu coração no meu ouvido, ao teu colo que disseste:
            - “ Feliz Natal Querida”.
Olhei para Ti e disse-Te com a voz embargada por um misto de alegria, emoção e Amor:
            - “ É um Feliz Natal sim! O melhor de toda a minha Vida.
            Verdadeiro.
            Genuíno.
            Autêntico.
            E tudo Meu Amor, porque Tu… vieste!
            Amo-Te!
            Amo-te com a candura de um sorriso de criança
            Amo-te com a genuinidade do cheiro da terra molhada
            Amo-Te com tudo o que sou.
            Em plenitude. Um amor total e completo
            Feliz Natal também para Ti!”

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Sunday, November 4, 2007

CONTEMPLAÇÃO

Olá Amigos e Companheiros de Viagem!

Há momentos na nossa Vida, únicos, de um Sentir pleno em total elevação do espírito.
Encarem este momento como a partilha de um desses momentos.
Espero que gostem.
Eu estou em total “Contemplação”

Fly

(…)


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Amor!
Meu doce Amor!
Fui tomada por um Sentimento forte, possante e robusto mas igualmente belo, nobre e que me eleva e arrouba o espírito a um patamar de encanto-e-de-um-quase-êxtase que me rouba o sorriso mais espantoso do dia!!!
  :-)
Alvitro uma conversa com o Sol e ao mesmo tempo  saltito por entre os seus raios;
Desafio os aromas matinais que invadem de genuinidade o dia e aqueço a geada matinal que tremelica por entre o seu manto branco.
E tudo em busca de Ti!
Do teu olhar doce, terno, viril, dócil e gentil;
Do teu abraço apaziguador do meu Mundo;
Do teu sorriso de Miúdo que me faz de imediato “plagiar-te” em outros tantos sorrisos
  :-)
Prossigo pelos caminhos que gentilmente me sorriem em tons de verde-natureza-apaixonante.
No horizonte, o azul do céu abraça-me em vestes de ternura que me avivam docemente o quanto é uno estar na tua companhia, seja por minutos, horas ou dias….
E os outros tantos caminhos cobertos do vermelho-laranja-amarelo-nostalgia das folhas que caem, enchem-se de Vida,
Pelo Sentir dantesco e extraordinário deste Amor!
Quero-Te Amor!
Como eu Te quero!
Num Querer voraz, ávido, insaciável, maduro mas igualmente, terno e meigo da menina que sou quando estou ao teu colo.
Não me importa o Amanhã e o Ontem já lá vai, é passado.
Importa-me o Agora!
E Agora;
Hoje;
Neste momento,
Eu sinto-me feliz!
Sinto-me feliz por Te ter e por me teres;
Sinto-me feliz por Te sentir em plenitude.
E na Plenitude deste Sentir,
Existe uma quietude,
Uma paz;
Um silencio apaixonado que toca melodias de sonho e de encantar,
Que me envolve,
Que me domina, cerca e enleia;
Um silencio chamado Amor,
Que eu grito em sorrisos-mil de contemplação
Por Te sentir aqui, no meu corpo, alma e coração!
Amo-Te!

Posted by Fly at 21:08:05 | Permalink | Comments (1) »

Thursday, October 25, 2007

AMOR MAIOR

Olá Amigos e Companheiros de Viagem!

Pudessem as Palavras fidelizar os mais nobres Sentimentos.
Os que brotam de dentro, que nos inundam ao despertar, que permanecem dia após dia…
“Amor Maior” é de facto uma dessas tentativas vãs de fidelizar e perpetuar pelas Palavras o mais nobre dos Sentimentos, o amor.. Neste caso um Amor Maior.

Que vos roube um sorriso
E outros tantos que vos deixo

Fly

(…)


Foto powered by Google

Amor Maior, de impossível descrição

Querer imenso que me faz voar

Amor Maior que preenche meu coração

Que vive o terno Sonho de Te amar


Amor maior que me enche a Alma

Comanda o coração, corpo e razão

Amor maior que o meu Amor clama

Perdido por Ti, minha doce Paixão


Amor Maior, és carinho em flor

Doce quimera de mil sentidos

Amor Maior, terno esplendor

Razão última dos sonhos vividos


Amor Maior, Único, Maravilhoso

Magnífico, Doce e tão Terno

Amor Maior de olhar delicioso

Meu amor por Ti, é eterno…


Amor Maior que me faz sentir

Esta tão quente e sana Loucura

Amor Maior és continuo descobrir

Fonte, de Amor, Carinho e Ternura!!

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Tuesday, August 21, 2007

SIMBIOSE

Olá Amigos e Companheiros de Viagem:
O tempo continua aprazível e a apelar a uns valentes dias de praia.
Este é o mês do descanso.
Do meu descanso.
Em Agosto recarrego baterias e preparo-me mentalmente para o ano que tenho pela frente.
Estou num sítio espectacular, a fazer o que gosto: acampar!
Simbiose é um poema que gosto muito!
Espero que vocês também gostem!
Fly
(…)
 
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És Boca e eu Sorriso

És Brisa e eu sou Ar

És o Tudo que eu preciso

Nesta História de Encantar

 

És lenha e eu sou lume

És Fogo e eu sou Frágua

És Montanha e eu o Cume

És a Sede e eu sou a Água

 

És Areal e eu Maresia

És Onda e eu sou Mar

És Júbilo e eu Alegria

Deste terno Deslumbrar

 

És Deserto e eu Oásis

És Beleza e eu Flor

És a Folha e eu o Lápis

Que escreve este doce Amor

 

És Sentimento e eu Sentidos

Sou a História e Tu o Tempo

Destes tantos instantes vividos

Que me invadem Coração adentro!!!!

 

Eu e Tu somos assim

Somos Loucura e Cumplicidade

Somos Simbiose sem fim

De Amor, Ternura e Verdade

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Monday, August 20, 2007

QUERO LEVAR-TE À LOUCURA

Olá Amigos e Companheiros de Viagem!
Por ora estou na Estação das Férias….
Entregue à Natureza no seu estado mais puro e a um Mar completamente revolto e aos aromas que oscilam entre a bravura e a frescura do pinhal e do eucaliptal.
Estou como quero!
Espero que Todos Vós estejam igualmente bem e que viajem comigo até à loucura deste “Quero levar-Te à Loucura”
(…)
Fly
Foto powered by Google
É inglória a busca para encontrar a Palavra que descreva o Momento…
O Momento em que o meu olhar pousa no teu…
Em que o meu corpo toca o teu em plenitude…
Em que as nossas mãos se entrelaçam em viagem pelo êxtase…
Em que Tu me buscas,
E eu sorrio brilhando
E me entrego.
Toda.
Ilimitadamente…
Em cada beijo-paixão
Em cada toque-labirinto-sedução
Em cada momento-volúpia
Em cada segundo, em que me tornas tua
E me possuis
E sentes o meu prazer
Em cada gemido-tesão
Em cada grito-quero-mais!!!!
Quero dar-te a sentir o que nunca sentiste
E sentir-te por inteiro em cada parte de Ti
Percorrer-te ao pormenor e até à ínfima parte de Ti
Viajar pelo teu corpo
Galgar pelo nosso Mar da tua plenitude
Impregnar-me da maresia de Nós…
Quero ser …
… Única;
… Melhor;
… Inesquecível!!!
Desnudas completamente o que de mim existe de Mulher,
De Fêmea que se transcende ao inimaginável  diante de Ti
Quero que sintas o Todo e o Tudo do que me fazes sentir…
Sim!!!!
Quero levar-te à Loucura porque é lá que me deixas a cada dia que passa!!!
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Monday, July 23, 2007

QUIMERA DOS SENTIDOS

Olá Amigos e Companheiros de Viagem:

Belo Verão este… Dá conta da cabeça de qualquer um…
Ora está um sol de esturricar ou então é esta vergonha de dia…
Por aqui chove… O dia amanheceu cinzento e feio…
Mas ainda assim há lugar ao Sonho, à ilusão onde tudo se enche de cores mil…

 Um abraço apertado (que saudades!!!!!)

 Fly

(…)

Foto powered by google

Utopia sentida
Realidade vivida, a cada dia…
No despontar de cada raio de sol
Na chuva que impregna de genuinidade os Caminhos
Na imensidão de luz e brilho que reveste o teu olhar
Fantasia do toque que invade meu corpo, que sente meu pulsar
Presença delirante de corpos que se contorcem e rendem diante do prazer..
Mas para lá de tudo o que é perceptível aos olhos e ao toque..
Está o tudo que me liga a Ti,
O que não consigo ver mas que me guia neste Rumo
O que não consigo tocar, mas que me toca o coração
O que não consigo cheirar mas que me perfuma a alma
O que não consigo ouvir, mas que me embala o coração numa doce melodia
O que não consigo saborear mas que me delicia como o mel-ternura
Mito-Ilusão
Realidade-Emoção
Verdade-Ternura
Loucura-Cumplicidade
Amanhecer-esperança
Sorrisos e Olhares
Encanto e Delícia
Sentimentos e Desejo
Querer!
Quimera dos Sentidos!!!
TU!

 

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Tuesday, July 3, 2007

CONTENDA DE PRAZER

Olá Amigos e Companheiros de Viagem!!
Mais uma paragem.
Mais um momento de partilha.
Começou o Verão, mas anda de “cara à banda” o bom tempo.
Ora faz chuva ora o sol abre e recorda-nos que efectivamente já estamos em Julho.
Hoje senti um calor imenso. Uma Vontade firme de exteriorizar os meus sonhos, desejos e fantasias.
E saiu esta “Contenda de Prazer”...
Que luta maravilhosa  a reciprocidade do Amor!!!

Espero que gostem….

Fly

(…)

Hoje vou vestir-me de Ti
Perfumar-me com os aromas do teu corpo
Com as cores do teu sorriso
Com o brilho do teu olhar
Para lá da existência deste mundo perceptível
Hoje vou reinventar-te na luxúria do meu desejo
Na vontade deste beijo
Que te quer
Desta alma que te chama
Deste corpo que te clama
Do pulsar deste coração
Que te ama a léguas da razão
Que se sente e Te consente
Em cada momento único, irrepetível e diferente
Hoje, vou vestir-me de ousadia
Sorrir para Ti com alegria
E entregar-me entre carinho e ternura
Entre abraços-gemidos e delícia-loucura
E deleitar-me no teu olhar cintilante
Com que me invades de rompante
A cada amanhecer de eleição
Hoje, vou desafiar a volúpia
E seduzir o êxtase
Vou render-me ao teu toque
E entregar-me ao prazer
Hoje o meu corpo implora por tua virilidade
Vem!!!
Brinca comigo…
Faz-me tua e possui-me
Possuí-me nessa mistura eloquente 
De ternura e loucura
De tesão e paixão
De alma, corpo e coração
Desta química-sintonia e cumplicidade
Que nos inunda, completa e invade
Vem!!!
Amarra-me e provoca-me
Mostra-me o quanto me queres ter
Quando me sussurras ao ouvido
Palavras desse tórrido Querer
Hoje, vulcaniza-se a Entrega
Geme forte este Querer
Damos as mãos à Ternura
Neste arroubo do espírito
Pelas veredas da Loucura…
Nesta Contenda de Prazer
Posted by Fly at 22:04:45 | Permalink | Comments (1) »

Sunday, June 3, 2007

DESENFREADAMENTE

Olá Amigos e Companheiros de Viagem: 

Viajar pelas Palavras rumo ao sonho será sempre um prazer!!! 
Existem sentimentos que nos assolam por completo, é real... 
Este poema é um desses exemplos. 
Foi escrito em Viagem ao Mundo de mim mesma, de uma forma desenfreadamente intensa 

Beijo e mil sorrisos. 


Fly


Foto powered by google

 

 

 

Não encontro a palavra certa,
Mas habita em mim o Sentimento-Mor.
Continuo a lutar contra mim mesma, para ser uma pessoa melhor do que conheces,
Mas por ora continuo a ser eu em plenitude…
Queria ter algo de verdadeiramente especial e único,
mas a minha condição humana prende-me à Terra e ainda assim não consigo parar de viajar por Planetas inabitados e de sonhar por entre o Sonho que és Tu…
Queria ser uma pessoa diferente.
Menos menina às vezes e mais Mulher sempre.
Mas sou apenas eu com todos os defeitos e algumas virtudes perdidas no meio de mim.
Queria surpreender-te pelas palavras, gestos e sentimentos, mas tornei-me previsivelmente apaixonada e rendida pela imensidão do teu olhar e pelo mundo do que sinto por Ti…
Busco a palavra não dita;
A conjugação deste Sentir que me invade e se agiganta…
Busco-te em cada pedaço de mim, qual perfume que me impregna  a pele…
Busco-te em cada sonho, onde almejo levar-te à loucura proibidamente consentida;
À entrega ilimitadamente incondicional…
Quero dar-te tanto. Tudo! O meu Tudo!!!
Aceitas?
Gostava de ser “Fantástica” mas sou apenas uma Papoila que esculpe de vermelho-paixão o campo imenso onde habitas…
Olha-me nos olhos.
Bem dentro de mim.
Entra em mim, desce ao meu coração e sussurra-lhe que me achas pra-lá-de-Fantástica e que me sentes como tal.
Abraça-me.
Agora.
Cura-me desta insegurança que aqui e ai escurece o meu olhar e o torna triste e pardacento.
Envolve-me com o arco-íris que nos une: de vermelho-paixão; de laranja-volúpia; de amarelo-alegria; de verde-carinho; de azul-plentitude; de anil- ternura e de lilás-amor!!!
Olha-me nos olhos e mostra-me o teu amor como só Tu sabes fazer e depois beija-me.
Beija-me como se nunca o tivesses feito…
Como se a descoberta dos meus lábios fosse um Tesouro acabado de descobrir…
Abraça-me de novo. Dessa forma indescritivelmente tua onde se funde este Sentimento onde me fazes sentir simples e completamente Mulher…
Possui-me no teu toque.
Desfere em mim o êxtase e partilha comigo a volúpia.
Agarra-me e sente o calor do meu corpo que arde no fogo deste Sentimento gigantesco, universal, cósmico e simultaneamente tão inocente e genuíno como o orvalho da manhã…
E tudo Amor, porque te amo assim…
Desenfreadamente!!!
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