Tuesday, June 23, 2009

O MAPA DE TI

No contorno infinito deste Sentir
Escrevo no meu coração,
A cada dia que passa,
O Mapa de Ti.
À beira Mar plantado
O teu coração pulsa
Ao sabor da maresia
E a tua Alma
É a brisa que corre
Em vagas de Ternura.
Tens o Sol no olhar
Que cintilante sorri ao dia
Numa alegria contagiante
E quando a noite cai
A Lua caprichosa e sedutora
Traz-me num esplendor apaixonante
O teu abraço
Doce, afável e aconchegante…


Fly
Montijo 23 de Junho de 2009

Foto: http://fotocache02.stormap.sapo.pt/

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Monday, June 22, 2009

O AMOR É SIMPLES!

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EU + TU = AMOR

TU x EU = VERDADE


EU / TU = ESPLENDOR

TU – EU = SAUDADE

 

Somar-me a Ti dá Amor
Multiplicar-nos dá Verdade
Partilharmo-nos é Esplendor
E sem Ti, sou vil Saudade!

AMO-TE!

Fly
(Montijo 20 de Junho de 2009)

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Friday, June 19, 2009

DESPERTAR DE SENSAÇÕES

Vejo-Te
Neste terno amanhecer
Que no horizonte rasga o céu num esplendor de luz

Oiço-Te
No silêncio da brisa
Que me sussurra a paz parida na madrugada

Sinto
O odor do Teu corpo
Genuíno como o cheiro da terra molhada
Envolvente como as papoilas pelos caminhos

Saboreio-Te numa dança de sabores
De lábios cereja
E amoras silvestres
Em beijos de mel-menta-canela

Sinto-Te,
Num toque de pele com pele,
Doce, suave e fresco como o orvalho matinal,
Bálsamo da minha Alma…
Emoção,
Comoção
Despertar de sensações

Fly
(Montijo, 19 de Junho de 2009)

Imagem: http://www.ginaalves.kit.net/Mulheres/lilas.gif

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Thursday, June 18, 2009

ALMAS ABRAÇADAS


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Caiu a noite por entre a brisa que não sacia o calor tórrido do dia. Vagueio pelos caminhos na busca de uma paz que não encontro vencida por um cansaço que me atormenta e que me consome.

Não sei onde estou, nem por onde vou mas sigo a luz da minha estrela mor que persistente e cintilante insiste em levar-me a bom porto.

Sinto-me perdida no meio das gentes que passam e pior, sinto-me incrivelmente só.

As lágrimas salgam-me o rosto e a boca na busca de um alívio… Em vão.

Busco dentro de mim a bússola para me nortear e percebo que a minha alma está desaparecida, perdida de mim algures nesta angústia e solidão que não se apartam.

Continuo a andar, sob uma escuridão interior estonteante e que me deixa meio anestesiada.

Surge então uma luz do Farol, o meu Farol e percebo que estou perto do Mar.

Sinto os pés na areia fria e a brisa intensifica-se pela força da maresia…

Pela primeira vez, desde há algum tempo dou conta que consigo respirar fundo no meio da melodia do silêncio orquestrada pelo vaguear das ondas e um leve sorriso dá o acorde final.

As estrelas cobrem-me com o seu manto e sinto o abraço da Lua que em esplendor me embala… Com os olhos pregados no céu, sinto a tua presença na maré que se anuncia.

Trazes contigo a minha alma perdida. Deitas-Te ao meu lado, enches-me de ternura num abraço intemporal, os nossos corpos aconchegam-se e as nossas almas adormecem, serenamente, abraçadas.
Obrigada meu Amor.


Fly
Montijo, 18 de Junho de 2009

Imagem: http://sadchield.blogs.sapo.pt/arquivo/amarsemmedo4.jpg

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Friday, June 12, 2009

MARIA-CORAGEM

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Este texto podia começar com um “Era uma vez”, e ter um Rosto, um Nome, mas são demasiadas as vezes, e demasiados os rostos e são tantos os nomes…
Guardei comigo, as lições de Vida que três desses Rostos foram partilhando e dei por mim com o Baú a transbordar de força e coragem, que hoje almejo enaltecer pela palavra escrita.
São pedaços de Vida de Mulheres comuns que têm (ou tiveram) em comum a Coragem perante a Vida. A todas decidi chamar “Maria”.

“Maria”. mãe de 5 filhas. Toda a vida resignou o seu ser de Mulher em detrimento da família. Foi pai e mãe toda a vida mas nunca Mulher… Nunca a deixaram, nunca a Vida a deixou. Sofreu na pele, cedo demais, a perda dos seus pais e na flor da juventude a desilusão de um amor inexistente. Dessa relação nasceu uma filha cuja paternidade só foi reconhecida mais tarde pelo pai de suas filhas com quem refez a sua vida. Dessa união nasceram 4 filhas e com essa união conheceu também a desunião e o desamor. Seu marido alcoólico e viciado em jogo, nunca lhe deu a conhecer o amor, mas tornou-a íntima da violência, dos maus-tratos e até da fome.
Foi assim sempre ou quase sempre.
Toda uma vida de privações, até a doença os separar.
A tristeza, a resignação a sub-vida que levou abriram a porta à leucemia, contra a qual lutou heroicamente 17 meses.
Depois teve paz. O preço para a ter, foi a própria vida.

“Maria”. Mãe de 4 filhos. Uma história semelhante à anterior mas com mais alguns “ingredientes” . Para além do álcool, dos maus-tratos e de uma não-vida-contínua ao lado de seu marido, Maria teve que lidar toda a vida com o-sem-número-de-amantes que o marido teve. O culminar da situação foi a proposta mais do que inclassificável de viver na mesma casa com a amante do marido. Tenta o suicídio por enforcamento mas é socorrida a tempo. E após 2 meses e meio numa ala de psiquiatria, divorcia-se e reaprende a viver. Devagar. Um dia de cada vez.
Entretanto, o ex-marido tem um filho da nova relação e muito pouco tempo depois a companheira morre e é uma irmã que cuida do bebé. De novo sozinho, reaproxima-se de Maria que acaba por ceder e dá-lhe uma nova oportunidade. Com ele, vem um dos sete(!) filhos da companheira que é recebido na família com carinho.
No entanto a demanda do Destino exige justiça e o então novamente companheiro de Maria adoece gravemente e acaba por falecer.
Maria, acolhe perante a lei o menino e vive com imensas dificuldades financeiras. Mas não baixa os braços… Vive cada dia com uma entrega imensa, e um amor desmedido ao próximo que fazem dela um ser humano absolutamente fantástico!

“Maria”. Casada e feliz. Mãe de uma menina maravilhosa. Vive a vida devotada, à filha, ao marido, aos amigos e à profissão que abraçou. Alegre e extrovertida por natureza espalha boa disposição e alegria com o seu sorriso fantástico. Um mau estar repentino esconde a pior das notícias. Cancro.
Maria vê a sua vida e as suas rotinas interrompidas brutalmente para que possa lutar pela vida. Internamento, operação, quimio e radioterapia. Com o seu espírito combativo Maria enfrenta tudo com uma coragem indescritível.
Tudo corre bem até novo golpe… Contrariando todas as expectativas, Maria é informada que o cancro está disseminado por diferentes órgãos do corpo…
É internada novamente, para nova operação e exames e tratamento.
Maria continua a lutar contra a doença. Tem a favor dela a esperança e o amor!

Força Maria!

Fica um abraço em silêncio, e perpetuado pela Palavra, e o meu carinho por estas e por todas as Mulheres que sofrem, que lutam, mas que mantêm acesa a luz que as mantém ligadas à vida: a Coragem!

Bem hajam.

Fly
(Montijo,10 de Junho de 2009)

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Tuesday, June 9, 2009

ESSÊNCIA


“… Tudo o que há para descobrir nas minhas Palavras,
Emana de Ti…

O resto é Mar …

É Vento …

É Sol e Lua

E são Momentos.”

 

(…)


Desnudo-me em busca da essência de que és feito.

Busco as palavras numa vã busca pelo indecifrável e indescritível.

Salgada pelo Tejo que abraça o atlântico,

Recolho-me na imensidão da Natureza e revejo-Te

Neste Mar cúmplice

No verde da Serra que acolhe este Amor

No sol esplendor pintalgado de sorrisos ufanados

Na Lua que me fez tua…

No cheiro da terra molhada

Na envolvência de uma manhã de nevoeiro.

No frio, gélido da tua ausência

No temporal da saudade quando não estás

Perdida na pureza da neve

Na Primavera em flor dos teus olhos…

No calor tórrido da tua virilidade

Em vão!

 

Continuo sem saber qual a tua essência

O que veste o teu Ser

E cobre os teus segredos…

Peço ajuda às estrelas cadentes e

Ao céu estrelado de Agosto;

A Marte, Vénus e Júpiter

Ao Cosmos e ao Universo

Ao espaço sideral e à Via Láctea

Em vão…

 

Refugio-me então no reino dos Sentimentos

Descubro a Ternura do teu Ser

Invade-me a Loucura do teu Querer

E segura sigo o caminho

Toca-me o ombro a Paixão

Vestida de tanto carinho!

Envolve-me a sedução

E rendida à tua Doçura

Acolho-me no teu Amor…

Na Química sedenta do desejo

E na fórmula Física da paixão

Em todos os ângulos deste Querer..

Estás Tu,

Essência da Vida

Ar que respiro

Minha razão de Ser!!!

 

Neste momento os adjectivos reúnem-se em Cimeira para se redescobrirem na melhor forma de Te descrever…

Em vão.

Terá que ser a Gramática a partir à descoberta.


Fly 
(Montijo 9 de Junho de 2008)

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Saturday, June 6, 2009

AFINAL… O PARAÍSO EXISTE!

Estou aqui no mundo dos Sonhos

Perdida neste Lugar sem nome

Cativa das brumas que cobrem a Natureza

E exultam o mistério

 

Desnuda-se serena a Alma

Diante de tão doce nostalgia

Rendo-me ao descompasso

Num tempo que se perde no espaço

E no turbilhão de Sentimentos

Que transborda de Amor

 

Fecho os olhos

Busco a tua mão

E encosto-me a Ti

Na orquestra do silêncio

Soa a melodia da Paz

O gotejar da chuva pelos caminhos

E o chilrear dos passarinhos

 

Quietude

Plenitude

Infinitude

 

Afinal…

O Paraíso existe!

Fly

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Sunday, May 31, 2009

DEIXA-ME OLHAR-TE

Deixa-me olhar-Te

E sentir o fluir melífluo que brota dos teus olhos

Entrego-me no silêncio da cumplicidade que nos une

E sinto o teu beijo que me chega

Pela suavidade da brisa ao entardecer

Pelo luar enaltecido

Pelo amanhecer que torna na explosão do silêncio

Pelo abraço (não) dado, mas sentido

Deixa-me olhar-Te

E sentir uma vez mais

A serenidade que emana da tua Alma

E do remanescente de todo o teu Ser

Deixa-me olhar-Te em sonhos de Jasmim,

- Plantados no tal enlevado Jardim –

De Mar e de Encanto

E dizer-Te em pétalas de Poesia

Em ramos de alfazema e alegria

O quanto significas para mim

Estou aqui

Perdida no teu olhar

Rendida à fantasia desta História

Que escreve a cada dia na sua memória

A reinvenção do verbo Amar

Sei que sabes…

Sei que o sentes…

Mas deixa-me olhar-Te

E afagar docemente o teu rosto

Sentir de novo o teu gosto

E segredar-Te num sorriso

“Amo-Te!”


Fly

(Lisboa e Montijo, 30 e 31 de maio de 2009)

imagem:  http://4.bp.blogspot.com

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Sunday, May 17, 2009

ACONCHEGO DA ALMA

Serenou o dia.

Grandioso e inolvidável Dia.

O silêncio que aos poucos se impõe, devolve-me graciosamente, cada momento vivido, cada instante partilhado. Foram tamanhas as emoções!

A expectativa e o receio de que algo poderia correr mal agravou-se quando a chuva resolveu irromper do céu de uma forma tão brutal quanto intensa. E como se não bastasse a chuva, também a trovoada resolveu assinar a folha do dia e brindar a tarde.

Raios e coriscos! Que desespero tão grande me assolou… No entanto passado algum tempo disse para mim mesma:

“Não! Isto pior do que está, não fica. Não posso entregar-me a este estado d’alma porque efectivamente tudo o que afunda, emerge e o meu dia bateu no fundo…” Assimilei o meu próprio pensamento e o meu Sentir doravante mudou. Deixei aquele medo esquecido em parte incerta e entreguei-me de alma e coração a cada Momento. Memoráveis e inesquecíveis Momentos.

A moldura humana que se foi compondo, pintou a mais bela e transbordante tela de amizade e calor humano que presenciei até hoje.

Rostos sorridentes, abraços sentidos, olhares cúmplices, afectos, sensibilidade, alegria e tanta emoção!

Ter ao meu lado e diante de mim, praticamente todo o Universo das pessoas que me são especiais, fez deste dia o melhor e mais gratificante dia da minha Vida enquanto pessoa e ser humano.

Todas as intervenções foram muito intensas, genuínas e sentidas. Quando chegou a minha vez de falar, as palavras fugiram todas para o Lugar-sem-Palavras onde o céu se pinta de alegria e a terra se veste de uma imensa e cândida paz…a plenitude toldou-me por completo e apenas consegui falar de sonhos com sorrisos no olhar…

Partilharam-se pedaços da minha história, pedaços de memória e Pedaços D’Alma que foram muitíssimo bem declamados pelo António Martins e pela Estrela da Tarde, a minha princesa Núria. E tivemos ainda a visita de Florbela Espanca nas belíssimas vozes da Rita e do Paulo que cantaram o “Ser Poeta”

O Tempo deu uma trégua ao tempo e a tarde foi passando. Cada instante foi perpetuado na eternidade da minha memória entre o convívio e o ambiente fantástico que há muito tinham chegado…

Veio a noite e com ela o regresso aparente à calma. Digo aparente porque o rebuliço interior ficou cativo na memória e no pensamento…

Volvidos alguns dias, é imenso o aconchego da alma que sinto. Quer pelas memórias daquele sábado cinzento que se rendeu ao arco-íris de vida e alegria que se viveu naquela sala, quer pelas pessoas que continuam a dar-me alento e força para que continue esta caminhada chamada escrita.

A todas as pessoas que tornaram possível este Sonho, que tiveram presentes quer física, quer espiritualmente, e que me dão força e alento, deixo o meu Sorriso e o meu abraço.

Muito obrigada!

 

http://picasaweb.google.pt/magicmind.pt/PedacosDeAlma?feat=directlink

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Thursday, March 12, 2009

UMA FORÇA CHAMADA AMOR


Sinto-me sempre tão imensa

Quando me acolhes na palma da tua mão!

E na ternura daquele abraço

Na doçura de um afago

Ou na cumplicidade de um olhar

Num singelo toque no rosto

E no desvario dos corpos em fogo posto

 

Sinto-me no mais profundo do teu coração
Desnuda-se a Razão
Abraça-se a emoção

E sinto-Te Pureza
E Certeza
Sinto-Te Alegria
E Companhia…
Sinto-Te Bom dia

E Sintonia

Sinto-Te Jardim a florir
E Razão deste Sentir


Porque Tu

És o assumir desta Força

Inexplicável e Sentida

Uma força tão grande

Gigante e tão querida
Maior que o Mundo

E o Universo profundo

Mais quente que o Sol

Minha Luz, meu Farol

Que me alimenta

E alenta

Uma Força Singela

Tão Plena e tão Bela

E que dá pelo nome de Amor!

 

 

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